(…) sua presença

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Não sabia Como se chamava o prazer que sentia ao estar em silêncio do seu lado. Mas, agora sei.

(…) Sua presença.

Era ela que me preenchia e enchia o espaço.

O ar, a sala, a cadeira, a mesa, eu. Tudo estava ocupado.

Sua energia emanava e aquecia os dias…como o sol que reluzia em minha janela nas primeiras horas do expediente.

Realmente nunca pude compreender esse dominio e invasão do meu espaço.

Chegou assim, sem convite, entrou, sorriu e ficou ali sentado na minha cadeira se balançando, se acomodando, se achegando…

Sem pedir licença foi entrando me acercando como se fosse teu este coração, me olhando como se fosse teu este sexo, me encostando como se fosse teu este corpo.

Estava em tudo, estava em mim… e eu tão territorialista, me vi assim: conquistada, apaixonada, perdida (…)

Seu cheiro, seu jeito menino de sorrir, seu cuidado, seu toque, ficaram TODOS impressos em mim.

Porém, agora parto para outras terras, outras descobertas, outros amores. Mas você ainda está aqui.

Quem dera amar-nos assim; de um amor total como Vinícius, um amor intenso como Pessoa, um amor real como a vida.

Mas você decidiu enfim, que isto não era pra ti, não era pra mim, não era pra nós.

Porém, novamente lhe escrevo amor meu, para avisar-te que a esqueceste.

Peço-te ao menos; tenhas consideração e retire daqui o que deixaste em mim…

TUA PRESENÇA.

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Entre o real e o imaginário, me reconheço em Albert Camus: “Nunca me senti tão profunda e, ao mesmo tempo, tão alheia a mim — e tão presente no mundo”.

Vanessa (Veedeli)