Filhos Da Cor

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Engraçado quando nos apercebemos das coisas da vida, como presente e passado se cruzam constantemente.

Nos perdemos de nossas raízes e nos misturamos ao impuro! Não houve pecado ou engano! Apenas a evolução humana, que condenou a muitos, beneficiou a poucos, fez justiça a um reles bocado e engradeceu o capitalismo.

Não, meus caros! Ela não era comunista! Vivia de capital. Logo, era e sempre seria eterna capitalista.

A escola de grade tinha o objetivo de mantê-los seguros. Havia negros como ela… (sempre contava!); sempre poucos! Dois ou três que se misturavam como óleo à restante da multidão — ÁGUA. Ela os observava de fora: seus trejeitos, suas roupas, seus modos de falar, seus rostos, cabelos, peles e cores. Que cor estranha essa… Por quê? NEGRA (…) e sempre que mudava, lá estavam os poucos: 1, 2, 3 (…) ÓLEOS N’ÁGUA.

Então cresceu! Infância simples, criada pela televisão (…) foi para a faculdade, para o escritório, para a rua e lá estavam eles; seus iguais. Sempre contava (…1, 2, 3). Sempre o mesmo, SEMPRE POUCOS! Como óleo n’água, lá estavam solitários… FILHOS DA COR. Filhos NEGROS.

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Entre o real e o imaginário, me reconheço em Albert Camus: “Nunca me senti tão profunda e, ao mesmo tempo, tão alheia a mim — e tão presente no mundo”.

Vanessa (Veedeli)