(…) Fazendo as Malas

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E assim estava… sem saber o que ia na mala.

Camisas, calças, roupas íntimas, remédios e toalha…

Sua mãe lhe falou para colocar as toalhas na mala e roupas de cama, talvez um cobertor. Lá é frio?

Pediu um notebook, precisava controlar as despesas. Era a primeira vez que saia de casa para o mundo. E não fazia idéia do que levar na mala. Mas, sabia muito bem o que deixar.

Aqueles amores vazios seriam os primeiros a ficar, ah e as conversas chatas de affairs também ficariam. Não tinha paciência para erguer pessoas falidas de espírito!

-Que visão dura! Estou surpresa… contigo, irá continuar sozinha deste jeito Luísa!

-Táaa só me ajuda! O que levar? Anticoncepcional talvez?

-Como se houvesse riscos (risos), você é hilária Luísa; vai melhorar as espinhas! E o que mais vai levar?

-Hum não sei… Meus livros talvez. Mas, será que irão pesar muito?

-Eeeee?

-Não faço ideia! Estou tão cansada…

-Pesquisa no YOUTUBE!

-Ao menos sei o que não levar! (…) Vou deixar a timidez, a insegurança, a falta de disciplina…

-Já decidiu! Porque a mala ainda está vazia.

-Talvez… algumas cores e fotos para lembrar da família…ainda não sei! É tão difícil. Vou ver no YOUTUBE! … Que preguiça de fazer as malas! Devo ser a única mulher que odeia isto! Porque não somos praticas! Os homens são! Vivem com uma muda de roupa por meses!

-Podiam vender malas prontas! Pouparia meu cérebro da decisão fútil para a útil (…)

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Entre o real e o imaginário, me reconheço em Albert Camus: “Nunca me senti tão profunda e, ao mesmo tempo, tão alheia a mim — e tão presente no mundo”.

Vanessa (Veedeli)