A miséria da mulher negra

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Abstract representation of misery and despair

A mulher negra ainda hoje é vulnerável ao homem, seja ele branco ou negro.
Explorada, usada, marcada e largada.

Às vezes com um filho nos braços,

às vezes quebrada,

às vezes vazia,

às vezes traída,

mas sempre carregando em si a miséria do outro.

Naquele dia, em pânico, viu uma irmã de cor seguir de mãos dadas ao abismo, mas a vergonha e o medo a paralisaram.

Queria — tinha que dizer: CUIDADO! Fique longe.
Mas, paralisada, ficou no meio-fio.

Seria ela julgada?

Seria vista como louca?

Refutada…

E, paralisada, quedou-se.

Refletiu. Enquanto à frente suas amigas seguiam.
Não conseguiria… coragem em si não tinha.

Então, a orar, seguiu seu caminho, pedindo para que sua irmã de cor tivesse o discernimento que não teve.

“Now you are broken!” said the white man.

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Entre o real e o imaginário, me reconheço em Albert Camus: “Nunca me senti tão profunda e, ao mesmo tempo, tão alheia a mim — e tão presente no mundo”.

Vanessa (Veedeli)