
A mulher negra ainda hoje é vulnerável ao homem, seja ele branco ou negro.
Explorada, usada, marcada e largada.
Às vezes com um filho nos braços,
às vezes quebrada,
às vezes vazia,
às vezes traída,
mas sempre carregando em si a miséria do outro.
Naquele dia, em pânico, viu uma irmã de cor seguir de mãos dadas ao abismo, mas a vergonha e o medo a paralisaram.
Queria — tinha que dizer: CUIDADO! Fique longe.
Mas, paralisada, ficou no meio-fio.
Seria ela julgada?
Seria vista como louca?
Refutada…
E, paralisada, quedou-se.
Refletiu. Enquanto à frente suas amigas seguiam.
Não conseguiria… coragem em si não tinha.
Então, a orar, seguiu seu caminho, pedindo para que sua irmã de cor tivesse o discernimento que não teve.
“Now you are broken!” said the white man.


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